Folheie a revista

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conferência Mundial de Juventude

 Diálogo e entendimento mútuo. Esse é o tema estabelecido pelas Nações Unidas para o
Ano Internacional da Juventude, estabelecido pela ONU (Oraganização das Nações Unidas), que começa oficialmente em 12 de agosto de 2010, traz como tema o diálogos o entendimento mútuo. O objetivo é encorajar o diálogo e compreensão entre gerações e promover os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. Além disso, deve servir para estimular jovens na promoção de progresso, com ênfase nas Metas de Desenvolvimento do Milênio que incluem a redução de uma série de males sociais até 2015, como a extrema pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a falta de acesso à educação e cuidados de saúde.
Vários eventos internacionais devem acontecer no mês de agosto, incluindo a Conferência Mundial de Juventude, que acontecerá entre os dias 23 a 27.  A Pré-conferencia das Américas aconteceu no Brasil, em Salvador. Realizada entre os dias 24 e 26 de maio, reuniu 260 pessoas, entre participantes, palestrantes, convidados e observadores. Do encontro, saiu um documento nominado “Carta da Bahia”, que elenca uma série de propostas focadas seguintes pontos: gestão das políticas nacionais de desenvolvimento; enfrentamento da miséria, da pobreza e da exclusão; Trabalho e Emprego; Educação; Acesso dos Jovens à Tecnologia e Inovação; Saúde como fator de inclusão; equidade de gênero; segurança e promoção dos Direitos Humanos; desenvolvimento sustentável; integração internacional; participação cidadã e associativismo, além da cooperação internacional da juventude. Para acessar este documento e mais informações, visite www.juventude.gov.br  ou o site oficial da Conferencia Mundial:
http://www.youth2010.org

25 anos de DNJ

    O Dia Nacional da Juventude 2010 será tempo de dar graças pelos 25 anos, fazendo memória do tempo passado e projetando passos e sonhos para o futuro! Jubileu é tempo de revisar as dívidas, de dar a liberdade! O DNJ nos convida a refletir quais dívidas sociais o Brasil tem com a juventude? Vamos saná-las para um tempo de liberdade e vida? Jubileu também é tempo de organizar a “casa”. O que está acontecendo com a nossa “casa” (sociedade)? Que “casa” nós queremos para os próximos 25 anos? Muitas proposições que vamos poder aprofundar no DNJ.

Tema: DNJ 25 anos: Celebrando a memória e transformando a história
Lema: Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência
Data: 24 de outubro de 2010.

Semana do Estudante

     A Semana do Estudante, realizada no mês de agosto, traz um tema também muito próximo da realidade juvenil. Aprofundar o tema da cultura vai possibilitar aos grupos juvenis refletir o espaço comunitário, a beleza e o respeito à diversidade, o valor das culturas locais e do diferente. Enfim, a resistência e a memória, nossa terra, nossa história, nossos sonhos. A SdE continua dialogando com a CF e com a Campanha contra o Extermínio de jovens, por uma cultura da vida.
Tema: Cultura: nossa terra, nossa história e nossos sonhos
Lema: Juventude, muitas caras, muitas cores em marcha contra a violência
Data: 09 a 15 de agosto de 2010.
   

Especial 2: Nordestão Salesiano e Copa do mundo

DEPOIMENTO

Nordestão Salesiano: Esporte e Cidadania
     Trabalhei 21 anos no Salesiano de Aracaju e destes, participei por 20 anos como professor de basquete de uma das maiores competições esportivas do Nordeste, O Nordestão Salesiano, o qual me enriqueceu profissionalmente e como ser humano. Foram anos maravilhosos que nunca esquecerei pelas amizades que construi, a experiência adquirida, as aprendizagens, as viagens a cada estado culturalmente diferente, por tudo de bom que contribuiu na minha formação de educador.
     O Nordestão é uma grande confraternização que envolve atividades esportivas, culturais, sociais e religiosas entre alunos, professores e diretores para vivenciar o espírito de família que caracteriza o estilo Salesiano de educar; promovendo e enaltecendo a prática desportiva e cultural como instrumentos indispensáveis na formação integral dos alunos de acordo com os ensinamentos de Dom Bosco, “pai e mestre da juventude”. Ele é realizado com as participações dos colégios que fazem parte da Inspetoria Salesiana do Nordeste e da Província Maria Auxiliadora das Irmãs Salesianas e alguns colégios de outras inspetorias que são convidados pelo colégio sede.
     A programação é vasta e rica em atividades para os alunos e professores participarem como: Solenidade de Abertura, com a presença de todos os colégios; Momento de Oração, em todos os locais do evento antes do início de cada dia de competição; Noite Cultural, com apresentações artísticas envolvendo a cultura de cada Estado; Missa do Atleta; Noite livre com “city tour”; Festa do Atleta e a Solenidade de Encerramento, premiando os colégios participantes e os atletas vencedores.
     Que Deus, Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora ilumine e guie os passos de todos os alunos, professores e organizadores do Nordestão, e que todos se considerem vitoriosos antecipadamente por participarem deste grandioso evento, que é significado de esporte, festa, educação, cultura e cidadania.
José Costa
Ex-professor do Colégio Salesiano de Aracaju
blog: www.professorjosecosta.blogspot.com

O texto  na íntegra foi publicado no site do Nordestão:
www.salesianosnordestao.com.br 




OS MUITOS LADOS DE UMA COPA DO MUNDO  
Afinal, se uma Copa do Mundo produz tamanhos efeitos sociais em termos geopolíticos, trabalhistas, midiáticos e comerciais, por que é que todos - eu inclusive - ficam tão encantados com jogos, gois, pênaltis e goleadas? Não seria o caso de simplesmente denunciar que é tudo um grande negócio, que interesses de toda ordem atravessam a realização de cada Copa? Acredito que não.
Todas essas dimensões que destaquei são muito mais consequências do que causas. Todos se interessam por uma Copa do Mundo por causa de seu poder simbólico:
O que faz de uma Copa do Mundo aquilo que ela é chama-se paixão. A paixão de ver-nos representados em campo, de sermos um só coração, de nos sentirmos uma nação. Esse sentimento é puro, intenso e verdadeiro. Tão verdadeiro e intenso que o comércio, a mídia e a especulação financeira dos empresários e da Fifa veem nele a possibilidade - e a realização - de grandes lucros.
Mas a pureza do sentimento que comove bilhões de pessoas em todo o mundo nãoprecisa se misturar com sua comercialização. Podemos ser conscientes de tudo isso sem, necessariamente, destruir a fantasia, o delírio e a vertigem que o futebol pode proporcionar, este frágil refúgio de loucura em um mundo cada vez mais normatizado e previsível. A dor e a delícia que sentimos em uma partida de futebol não está à venda. Mesmo que os cambistas de sempre tentem arrancar mais um dinheirinho...
Sugestões de Livros:
HELAL, Ronaldo; SOARES, Antonio Jorge; LOVISOLO, Hugo (Org.). A invenção do país do K futebol, Rio de Janeiro: Mauad, 2002.
GASTALDO, Édison; GUEDES, Simoni (Org.). Nações em campo: Copa do Mundo e identidade nacional, Niterói: Intertexto, 2006.

Extraído do Jornal Mundo Jovem Nº 407/ Junho-2010 – Prof. Édison Gastado.

Valor do Esporte na Educação Salesiana

Como Salesianos, educadores e evangelizadores de jovens, somos filhos e herdeiros de um educador que soube valorizar bastante o esporte como um instrumento de educação.
Dom Bosco deixou escrito no seu Sistema Preventivo: “Dê-se ampla liberdade de correr, pular e gritar, à vontade. Os exercícios ginásticos e desportivos, a música, a declamação, o teatro, os passeios, são meios eficacíssimos para se alcançar a disciplina, favorecer a moralidade e conservar a saúde”. E, citando São Filipe Néri, acrescentava: “fazei quanto quiserdes, a mim me basta não cometais pecados”.
    A partir dessas idéias de Dom Bosco, vemos com clareza algumas vantagens educativas que derivam das atividades esportivas.
    Daí se deduz a importância que Dom Bosco dava, na sua ação educativa. Ao pátio como espaço privilegiado de educação; como espaço de convivência amiga e descontraída dos educadores e educandos; como espaço oportuno para uma “palavrinha no ouvido”.
    Dom Bosco, educador sensível às necessidades dos jovens, estava persuadido do valor do tempo livre na educação. Os passeios animados, o teatro, as festas, a banda de música, os brinquedos alegres e variados faziam parte do se calendário de trabalho na vida do Oratório. Compreendeu e soube valorizar o jogo e o divertimento na vida do jovem.
    Dotado de qualidades físicas surpreendentes, não só promovia, mas tomava parte ativa nos jogos, nas brincadeiras e nas movimentadas partidas dos meninos. Nos animados recreios, “Dom Bosco era o rei da festa” (Durand Wirth).
    Para Dom Bosco, é importante a participação do educador nos jogos dos educandos. Diferentemente da mentalidade comum da época, a visão educativa de Dom Bosco, o educador que se mistura, jogando com os educandos, não perde o seu prestígio nem a sua dignidade. Antes, pelo contrário, nasce entre os dois (educador e educando) uma espécie de corrente elétrica pela qual nasce e cresce, além do respeito, a estima e o afeto. Cria-se uma relação educativa.
    Daí a valorização que Dom Bosco dava às recreações animadas e bem participadas. Ele mesmo costumava ser a alma dinamizadora dos recreios. Participava dos jogos dos meninos e até desafiava nas corridas.
    Todo adolescente gosta de esporte. Inclusive, é uma necessidade biológica para o crescimento harmônico da sua personalidade.
    Temos pela frente, como Inspetoria, a realização da 26ª edição do Nordestão. O Nordestão é uma grande festa de confraternização com os alunos das nossas escolas. É um momento de alto valor educativo com atividades esportivas, culturais e religiosas. Este ano, o Nordestão será realizado em Salvador-BA, de 29 de junho a três de julho.
Destaco e ofereço alguns valores vividos na prática das atividades esportivas que podem ser trabalhadas educativamente pelos educadores com seus educandos

1.    O esporte ensina e incute no atleta um forte estímulo ao esforço pessoal, ao empenho, à força de vontade, à dedicação, à constância, ao compromisso, à responsabilidade, à capacidade de lutar para superar os seus limites.
2.    O esporte alimenta e robustece o espírito de equipe, de ação conjunta, a distribuição de responsabilidades, superando todo egoísmo.
3.    O esporte entretém, espalha alegria, cria confiança e ajuda na construção do equilíbrio.
4.    O esporte auxilia na formação do auto-domínio físico e psíquico, no auto-controle emocional do atleta e na disciplina pessoal e grupal.
5.    O esporte semeia entre os atletas um intenso espírito de união, de camaradagem, de ajuda recíproca, de solidariedade.
6.    O esporte infunde nos atletas a capacidade de respeitar os colegas, incentiva a valorização do outro e estimula o cultivo da amizade.
7.    O esporte contém em si um fascínio especial capaz de atrair e envolver um grande número de pessoas. Basta pensar no futebol, o “esporte das multidões”.
8.    O esporte, na visão de Dom Bosco, é um meio fabuloso de distensão e de formação física e moral na vida dos jovens.
9.    Recordo o Velho Padre Jorge, nosso professor de francês no Colégio Salesiano Sagrado Coração, Recife. Da sua janela, na enfermaria, se deleitava em apreciar os meninos jogando alegremente no pátio e dizia: “Quem inventou o futebol deveria ser canonizado”. O leitor poderá tirar e ampliar suas conclusões.
10.    Dom Bosco nos aponta o grande valor do esporte: ser um método fácil para se alcançar a santidade. Um dia, no Oratório de São Luís, Turim, Dom Bosco, falando para os oratorianos, disse: “gosto que se divirtam, brinquem, estejam alegres; este é um método para se santificarem, como São Luís”.

ORAÇÃO A N. Sra. DOS ESPORTES
Ó Mãe puríssima,
Nossa Senhora dos esportes,
Nas tuas mãos ergues e sustentas
A bola do Universo.
Sob o influxo do Espírito,
Entraste na jogada do Pai:
Colocar no campo da história
O teu Filho Jesus.
Nossa Senhora dos Esportes,
Na concentração silenciosa de Nazaré,
Preparaste o teu Divino Filho, Jesus
Doando a própria vida
Em resgate de todos.
Nossa Senhora dos Esportes,
No final desta partida,
de dor e muito amor,
permaneceste de pé, aos pés da cruz,
abraçando, com fé o troféu da vitória.
Estende, ó Senhora dos Esportes,
por sobre os atletas,
o teu manto protetor,
dá a todos energia e garra
suficientes, para correr
destemidos nas pistas do mundo
com muita fé e muito amor,
seguindo os ensinamentos
do teu Divino Filho Jesus,
em quem depositamos nossa confiança.
Amém.

Autor do Artigo e da Oração: 
Pe. Benevides Gurgel, sdb (vice-inspetor salesiano do Nordeste)

Vocacional: Depoimentos de Jovens

Eu me chamo Juliana Severina da Conceição, sou postulante Salesiana. Minha história vocacional, começou
em 2003 quando conheci uma ex-religiosa, Severina Bezerra que me convidou a conhecer o grupo
de Salesianos Cooperadores de Gravatá - PE. No primeiro contato, gostei  do grupo e comecei a
participar dos encontros. No grupo tinha um jovem  que foi aluno da ODIP (obra de defesa da infância  pobre) o Roberto. A convite dele, fui conhecer a ODIP e Lá, conheci a Ir.Edilene Maria da Silva. A mesma me fez algumas perguntas e contou um pouco de sua história vocacional. Por ultimo pegou meu endereço, dando-me um livro de Dom Bosco. A rede estava lançada. Cheguei em casa, contei para a minha mãe, ela não gostou  e me pediu para esquecer esta irmã.
Passei dois anos me comunicando por telefone sem minha mãe saber. Em 2006 a Ir. Edilene me fez um convite para participar dos encontros vocacionais em Carpina-PE. Fiquei com muito medo de falar para a minha mãe, após um mês refletindo, resolvi participar sem nenhum compromisso. Um encontro aconteceu em Abril e o outro em junho. Ambos foram muito bons. Algo especial começava a acontecer na minha vida. Minha mãe é quem não gostava nenhum pouco desta história de vocação, não foi fácil convence-la.
Já bastante familiarizada com as irmãs, as visitava sempre e participava dos encontros locais. Nesta altura, já tinha lido todo livro de Dom Bosco e me apaixonei do modo como ele amava os jovens.
Em 2007 conheci a Ir. Adriana Gomes, conversei com  ela sobre a minha família e ela quis conhecê-la. Este dia foi o melhor da minha vida. Minha mãe começava a aceitar minha escolha. Li um livro Sobre Mazzarelo, sua história  e simplicidade mexeu comigo, fiz o retiro vocacional e meu sonho começada a se tornar realidade.
No dia 25 de janeiro de 2008 deixei tudo para fazer a experiência do aspirantado em Fortaleza-CE, meu coração batia forte, minha mãe chorava, eu chorava muito mas não desisti, hoje estou no postulado e sou muito feliz.
Juliana , Postulante Salesiana

“Segue-me!” (Mt 9, 9b)  –  essa palavra de Cristo nos indica a vocação cristã, a qual podemos viver de várias formas, pois, como diz a Sagrada Escritura, “a cada um é dado manifestar o dom do Espírito em prol do bem comum” (1 Cor 12, 7). No meu caso, senti-me chamado pelo Senhor a viver a vocação religiosa salesiana. Educado na fé por minha família, sempre cultivei amor por Jesus e pela comunidade cristã. Ao me tornar aluno salesiano, no ensino médio, em Baturité (CE), minha cidade natal, e ao entrar em contato com os salesianos presentes na capital cearense, pude conhecer mais de perto o carisma do “Pai da juventude”, carisma pelo qual me enamorei. Encontro-me, hoje, no Pré-noviciado salesiano, em Jaboatão dos Guararapes (PE). Na casa salesiana, vivo o ideal do discipulado-apostolado: estou aos pés do Mestre divino, aprendendo e crescendo com Ele e, claro, também junto da comunidade; depois, dirijo-me aos outros, particularmente aos jovens, para transmitir e testemunhar aquilo que vivo. Que Maria, a Mãe celeste, me ajude a perseverar em meu propósito!

André Sampaio
Pré-noviço Salesiano

Mensagem vocacional: Carta de uma mãe

“Meu filho:
    Hoje de manhã, quando assistia a tua ordenação sacerdotal, não parava de chorar. Havia esperado com tanta ansiedade este grande dia...
    É por ti, através de ti, filho, que a consagração sacerdotal chega também a mim, porque tuas mãos, tua boca e teu coração são, de certo modo, as mãos, a boca, o coração de tua mãe. Em ti Jesus associou a tua mãe à grande obra da Redenção e jamais me senti tão plenamente mãe como hoje.
    Tu sabes – e recordo para minha confusão – que eu tinha outros planos sobre ti.
    Os planos de qualquer mãe que só vê as coisas deste mundo: uma carreira, um casamento brilhante. Porém, quando tinhas 14 anos, disseste-me que querias ser sacerdote. Eu contestei, fiz o que nunca deve fazer uma mãe cristã. Disse que tirasse da cabeça tanta bobice, que teu pai e eu não estávamos dispostos a te perder, que só a loucos ocorria renunciar a um futuro magnífico por uma carreira tão cheia de sacrifícios...
     Hoje te peço perdão por tantos disparates que disse e te agradeço por não me haveres feitos caso.
    Passaram-se 15 anos. Teus irmãos e irmãs têm suas carreiras. Alguns estão casados, outros casarão brevemente. Teu pai e eu vamos ficando sós.
    Porém, não me sinto triste. E sobretudo não me sinto só. Tu estás conosco.
    Com o correr dos anos compreendi uma estranha verdade: tu és o único filho que nunca me abandona. Não sei explicar isto bem: talvez seja porque o sacerdote guarda para seus pais o amor que os outros voltam para a mulher e para os filhos.
    E, embora eu esteja envelhecendo, não me sinto inútil. Posso e devo colaborar contigo, como me tens dito tantas vezes, com minha oração e meu sacrifício, procurando levar Deus às almas. Assim minha velhice terá a alegria de ser fonte de vida para as almas. Contigo serei mãe das almas.
      
De “SOCIETAS”, dezembro - 1962